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terça-feira, 1 de julho de 2008

Lugares comuns... a dor da lucidez.

Outro excelente filme. Uma produção argentina e espanhola, que mostra um professor universitário em meio à dor da lucidez. No inicio da terceira idade, um casal que nos toca pela cumplicidade e afeto enfrenta dificuldades financeiras em uma argentina em crise.

O filme é marcado pelas reflexões do professor Fernando Robles, registrado em um caderno não revelado, como é o amor dele por sua esposa.

O que é ensinar?



A lucidez



No pasa nada y pasa un mundo



O que é a esquerda hoje?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

The bucket list

No momento sem condições de escrever muito mais. Acabo de assistir ao filme. Quem assistiu sabe como é o momento.



Take all of your wasted honor
Every little past frustration
Take all your so called problems
Better put 'em in quotations

Say what you need to say (x7)
Say what you need to saaaay...

Walking like a one man army
Fighting with the shadows in your head
Living out the same old moment
Knowing you'd be better off instead

If you could only
Say what you need to say (x7)
Say what you need to saaay...

Have no fear
For giving in
Have no fear
For giving over
You better know that in the end
It's better to say too much
Then never to say what you need to say again

Even if your hands are shaking
And your faith is broken
Even as the eyes are closing
Do it with a heart wide open... wide...

Say what you need to say (x7)
Say what you need to
Say what you need to
Say what you need to say...



Tome toda a sua dignidade desperdiçada
Todas as pequenas frustrações passadas
Pegue todos os seus assim chamados problemas
Melhor colocá-los à venda

Diga o que você precisa dizer...

Caminhando como um homem do exército
Lutando contra as sombras em sua mente
Vivendo ausente o mesmo antigo momento
Sabendo que você poderia estar melhor

Diga o que você precisa dizer...

Não tenha medo de continuar
Não tenha medo de desistir
Você sabem bem que no fim é melhor dizer demais
Que nunca dizer o que você precisa dizer novamente...

Mesmo se suas mãos estiverem tremendo
E sua fé se quebrar
Mesmo se os olhos estiverem se fechando
Faça isso com o coração bem aberto

Diga o que você precisa dizer...

domingo, 1 de junho de 2008

Filmes de aventura

Holywood não produz exatamente os filmes mais profundos e sensíveis, mas cumpre seu papel muito bem, oferecendo algumas peças de entretenimento fantásticas.

Assisti o homem de ferro e em certos momento me senti empolgado como um adolescente, cinema tem dessas, envolve com a grande tela e o som que parte de todos os lados. Não ia ser nada mal ter uma roupa daquelas.





Hoje vou assistir ao Indiana Jones. Quero conferir no cinema Speed Racer também.

E pra quem tem uma certa idade, a letra do desenho original, da década de XX.



Tony Stark, tira a onda
Que é cientista espacial
Mas também é Homem de Ferro
Elétrico, atômico, genial
Dura armadura, Homem de Ferro
E lenha pura, Homem de Ferro

quinta-feira, 24 de abril de 2008

My Blueberry Nights



Bom poder ir ao cinema e assistir algo criativo e não-hollywoodiano de vez em quando.

Este filme foi uma boa surpresa, por não ter os ingredientes tão comuns dos filmes a que estou acostumado.

Com a estúpida tradução de "Um beijo roubado" (mas também, vai traduzir "My blueberry night"...) este filme é uma produção da frança e da china dirigido por Wong Kar Wai. Nos créditos dá pra ver que a parte técnica (cameras, etc) também é tocada pelos camaradas de olho puxado da terra do sol nascente.

Surpreende o elenco, ter a Natalie Portman, o Jude Law e como atriz principal ninguem menos que Norah Jones, que estréia no cinema e empresta sua voz também a várias canções da trilha sonora.

Uma daquelas histórias contadas com calma, com tempo, com imagens sensiveis, com momentos longos de silêncio. Coisas que geralmente só os orientais mesmo pra nos proporcionar.

Uma jovem mulher sai em uma jornada através dos EUA, em busca de si mesma e da solução de seus problemas amorosos, e encontra pelo caminho uma série de personagens. Não tem como não nos vermos em muitos dos momentos retratados por esta peça.

terça-feira, 4 de março de 2008

Anche libero va bene

Filme de arte tem dessas... a gente (minha forma de dizer EU desfarçadamente) nem sempre entende o filme. Acostumado a narrativas quase dissertativas, com começo, meio e fim, eu às vezes me pego procurando uma linha da meada onde não há (bom, pode ser que eu também não perceba a óbvia linha da meada).

Isto foi o que aconteceu ao assistir ontem "Estamos bem mesmo sem você", filme de estréia do diretor Kim Rossi Stuart. O filme é competente em revelar o irracional nas pessoas, do pai super agressivo à mãe que foge de casa para viver outros romances.

O filme mostra estas e outras situações de familia. É fácil me identificar em várias das cenas, rememorando situações que vivi, do bilhetinho para a garota interessante no colégio.

Embora deixe um certo amargo, é um filme conduzido com competência (bem, dentro da minha limitada capacidade de percepção) que vale a pena conferir.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Silk,

Outra boa surpresa cinematográfica...

Baixei o filme Silk, e que surpresa, que filme!

Uma história até simples, mas que esconde (ou revela) questões profundas. Exibe personagens poderosos e ao mesmo tempo tranquilos. Semblantes serenos escondendo intensas emoções e segredos.

François Girard entrou para a lista dos diretores que admiro.



A beleza de certas cenas, acompanhadas por uma musica linda, transmitem uma paz e um estado de sensibilidade sensorial, o toque suave que significa muito mais do que qualquer "pegada". Uma gota d´água sobre os lábios plena de erotismo e energia.

Filme para assistir com uma pessoa querida, e conversar (ou amar) depois.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

The Secret Garden



O roteiro é ingênuo, talvez previsível, mas prende a atenção por conter fotografias lindíssimas do que poderia ser comparado a um verdadeiro Jardim do Éden.

Quando a pequena e amarga Mary Lennox deixa a Índia para morar numa bucólica Inglaterra do século XIX, onde suas únicas companhias se resumem aos serviçais da mansão de seu tio, acaba por ceder à curiosidade, adentrando em zonas proibidas da casa. É a chave para toda a seqüência de fatos que dará vida a esse conto de fadas. Não é, necessariamente, uma história para meninas. Encoberta pela doçura dos atores-mirins que atuam no filme, existe uma mensagem rica, que valoriza virtudes como a amizade, o companheirismo, o respeito à natureza e à família, figuras pouco preservadas nos filmes contemporâneos.

Assista no final de semana, de preferência à tarde, e abrace seus filhos (cachorro, gato, namorado também vale) quando os créditos finais rolarem pela telinha...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

As pontes de madison



Outro filme que vale a pena assistir!

Robert Kincaid (Clint Eastwood) é um fotógrafo profissional contratado pela revista National Geographic para tirar fotos das belas pontes do condado de Madison, Iowa. Perdido, ele pede informações na fazenda dos Johnsons. Francesca Johnson (Meryl Streep - indicada ao OSCAR em 1996 por este filme), é uma dona de casa, casada há quinze anos e com dois filhos adolescentes. Duas vidas unidas pelas estradas do destino. Dois mundos completamente diferentes. Tentando resistir a um inesperado romance. Robert e Francesca. Uma paixão que surge apenas uma vez na vida. Talvez, a única chance de viver um grande amor...mesmo que seja impossível durar para sempre!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Melhor Impossivel



Ainda na onda dos filmes que eu adoro, este é um filme com Jack Nicholson e Helen Hunt, onde Jack faz o papel de Melvim um escritor brilhante e talentoso, mas cheio de neuroses, grosseiro, irritante, antisocial e cheio de superstições. Preso aos seus hábitos, faz sempre as mesmas coisas. Sua vida tranquila de escritor muda quando seu vizinho sofre um acidente e tem que, contra sua vontade, ajuda-lo cuidando de seu cachorro, transformando sua vida com o pequeno canino. Melvin tambem começa a sentir interesse em Carol (Ellen Hunt), a única pessoa que tem paciência com suas maninas insuportáveis.

Uma comédia divertida, onde a gente se enxerga em algumas das manias de Melvim, e com as cortadas e tiradas inteligentes do protagonista.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Um bom ano



Já que o assunto são filmes, quero comentar o filme "Um bom ano".

Foi o primeiro filme de 2008, que assisti 2 vezes no cinema.

Russell Crowe interpreta Max Skinner, que aos 11 anos é cuidadosamente educado na arte de saborear vinhos por seu tio Henry, dono de um vinhedo na França. Adulto, Max torna-se um bem-sucedido (e implacável) homem de negócios em Londres, sem qualquer tempo para outras coisas. Certo dia Max recebe a notícia de que Henry morreu, deixando-o como único herdeiro. Pensando em ganhar um dinheiro extra vendendo a propriedade, resolve visitá-la rapidamente. Mas uma vez ali, percebe que não será tão fácil vender o lugar que lhe traz tantas lembranças de infância.

O filme provoca a minha já clássica reflexão sobre o que realmente vale a pena na vida. Respeitando as devidas proporções (tipo, tirando uns três zeros) me lembra a minha história tal como pensei quando adolescente e na qual venho caminhando: uma primeira etapa de vida concentrando-se na vitória material para depois desfrutar de um momento de maior tranquilidade na maturidade. Por isso comecei a trabalhar tão cedo.

Seguindo a comparação, não obtive o mesmo sucesso de Max (até pela diferença de ponto de partida e porque vencer aqui no Brasil é um bocado mais difícil) mas sigo um caminho mais suave e pleno de vida. Não dá pra comprar um vinhedo na frança, mas quem sabe daqui a alguns anos não arrumo um canto pra viver bem no nordeste ou em Toscana?