sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O sentido da vida

Aquilo que você precisa fazer,
faça com alegria.

A vida é desprovida de sentido.
Você dá sentido a ela

O sentido da vida
é aquilo que você atribui a ela

Estar vivo é o sentido.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mais algumas reflexões sobre a liberdade.

Este é um post resultado de uma conversa e de uma troca de e-mails, mais do mesmo para quem acompanha este blog.

Primeiro eu estou num momento dedicado apenas ao trabalho, os meus desejos e anseios por experiências escolhi deixar por hora adormecidos.

Um período de alguns meses de vida simples e focada. Se em algum momento eles despertarem, por escolha minha, vivência ou pelo beijo da princesa encantada, lido com eles como puder, sem maiores planos. Em parte porque duas quase mudanças me acenaram com mudanças grandes demais, que não quero pelo menos agora, ou pelo menos não de uma forma tão radical.

Bom, os papos que tive tinham a ver com separações, assunto que eu conheço. Pessoas cujas vidas seguem em constante transformação.

Uma vez ouvi que os as mulheres casam com os homens esperando que eles mudem... e eles não mudam. E que os homens se casam com as mulheres esperando que elas não mudem... e elas mudam.

Só que as vezes as mudanças são muito rápidas, para o parceiro e pra gente mesmo. Como lidar com isso? Acho que só a verdade e o diálogo conseguem amenizar... se a nossa companhia tiver este mesmo empenho, este desapego ao que existe. Mas é compreensivel a resistência... é como se fizéssemos um investimento em um banco. Colocamos energia psíquica, tempo, dedicação, em busca de obter algo que pudesse nos render dividendos para sempre.

É comum, principalmente para as mulheres, deixar a vida afetiva de lado para construir uma carreira. E nas horas vagas aprender sobre si mesmo.

A geração dos singles. Pessoas que escolheram a carreira, a casa, o status, o conhecimento e o poder como foco. Um certo individualismo e autonomia potencializados. Onde as relações são acordos. Troca de carinhos e de prazer, sem maiores envolvimentos.

Sem julgamentos. Não se trata de uma distorção, de um "passo do sistema para nos engolir e nos tornar robôs" mas simplesmente escolhas, ou um fenômeno social, de mudança de valores.

No papo surgiu que traição e tradição são intimamente relacionadas, surgiu novamente otema da liberdade. Mais precisamente a relação entre segurança e liberdade... que a gente faz a troca da liberdade por segurança... com o parceiro, com a comunidade, com o Estado.

O cumulo da segurança é a prisão... seria o cumulo da liberdade a solidão? A irresponsabilidade? Individualismo? Acho que isto responde melhor a um questionamento que fiz uns dois posts atrás.

Essa harmonização de elementos aparentemente contraditórios foi o centro da reflexão... que os contratos verdadeiros ( e aqui a verdade é um elemento chave ) são aqueles permanentemente rediscutidos. Ou seja, as relações, assim como a liderança, liberdade e segurança, são circunstanciais. (bom, talvez aqui uma obviedade ululante)

Em uma reflexão pós ano novo do meu blog, eu cheguei a conclusão que não queria tantas mudanças de curso que me levassem a abandonar o que tenho para recomeçar uma nova caminhada. Prefiro a experiência de algo novo, por um tempo finito, que sair de um cenário de segurança para cair em outro onde vou construir um novo ambiente, talvez uma nova prisão.

Qual é o nível de liberdade, autonomia ou independência que você quer? Você está disposta a abrir mão de que por esta escolha? O que te segura? Medo de perda? Medo de causar dor? Medo de abandonar, de enfrentar a solidão? O que te move? Que prazeres, curiosidades, sonhos, ideais e experiências?

Às vezes eu quase matematizo isso... como uma soma de vetores, como forças em diversas direções.

É isso, vamos vivendo cada momento.

Os passos não conduzem a um objetivo, cada passo é um objetivo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Você Aprende... de Veronica Shoffstall

Existe uma entidade desconhecida que distorce e alonga textos de autores pouco conhecidos e cola o nome de escritores mais conhecidos, para dar credibilidade. O texto "Você aprende" é atribuído a Shakespeare, faz muito tempo. Eu achava o ultimo parágrafo um tanto esquisito e uma referência a alice no pais das maravilhas, um texto posterior a ele. E o formato é muito auto-ajuda.

Depois de um questionamento de uma amiga, fui pesquisar e descobri que se trata de mais um texto de autoria e conteúdo alterados. Veronica Shoffstall ("After a While", ou "Depois de um Tempo"), de 1971. Também conhecido por "Comes the Dawn". Agradecimentos ao blog-oasis "Autor Desconhecido", dedicado à nobre tarefa de expor essas atrocidades literárias.

O poema original:

After a while

After a while you learn
the subtle difference between
holding a hand and chaining a soul
and you learn
that love doesn't mean leaning
and company doesn't always mean security.
And you begin to learn
that kisses aren't contracts
and presents aren't promises
and you begin to accept your defeats
with your head up and your eyes ahead
with the grace of woman, not the grief of a child
and you learn
to build all your roads on today
because tomorrow's ground is
too uncertain for plans
and futures have a way of falling down
in mid-flight.
After a while you learn
that even sunshine burns
if you get too much
so you plant your own garden
and decorate your own soul
instead of waiting for someone
to bring you flowers.
And you learn that you really can endure
you really are strong
you really do have worth
and you learn
and you learn
with every goodbye, you learn.


A minha tradução:

"Depois de algum tempo você aprende
a sutil diferença entre
segurar a mão e acorrentar a alma
E você aprende
que amar não significa apoiar-se
e que companhia nem sempre significa segurança.
e você começa a aprender
que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.
e começa a aceitar suas derrotas
com a cabeça erguida e olhos adiante
com a graça de uma mulher
e não com a tristeza de uma criança.
e você aprende
construir todas as suas estradas no hoje
porque o terreno do amanhã é
incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em pleno vôo.
Depois de um tempo você aprende
que mesmo a luz do sol queima
se você se expor demais.
então plante seu jardim
e enfeite sua alma
ao invés de esperar que alguem lhe traga flores.
E você aprende que você realmente pode perseverar,
você realmente é forte
você realmente tem valor
e você aprende
e você aprende
A cada despedida, você aprende."

Veronica A. Shoffstall

sábado, 30 de agosto de 2008

Uma poesia...

Uma poesia que encontrei na internet, simples e bela, como a vida deve ser.

Vi minha estrela maior renascer
Vi minha vida mais colorida
Cheia de encanto e mais prazer

Vi quando o mar se abriu
Deixando passar todo meu sentimento
Até na chuva e no vendo
Vi a luz na poesia

Minha alegria voltou
Brilhando no alvorecer
Quando deixei de esperar

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Detalhe do Pão de Açucar...

O site não faz entregas em ilhas.

Que chato, quando comprar a minha vou ter de pegar a lancha pra fazer a compra do mes...

Tsk, tsk...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Vitor Hugo - Texto escrito ao filho recém nascido

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Com o máximo de urgência,
Desejo que você descubra,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente a diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

domingo, 10 de agosto de 2008

Alforria

Vasco José Monteiro
Lamarquiana Monteiro


Pra te proteger te pus correntes,
me armei assim, como as serpentes.
Tolhi teu destino, apaguei teus sonhos
só pra poder ter-te junto a mim.

Agi como se fosse um menino,
fazendo teu corpo meu brinquedo,
te ofereci ao deus do medo,
te sacrifiquei tão cedo
quanto me apaixonei.

Aparei-te, enfim, todas as arestas,
te seguia pelas frestas,
como se fosses fugir

E me debruçava na janela
contemplando-te tão bela
quanto uma orquídea em flor

Nós fomos seguindo minha estrada.
Eu, o teu senhor, tu minha escrava.
Nos delírios cultivando o ócio,
e colhendo um amor fóssil,
sem matiz e sem sabor

Mas foste soltando as amarras,
conquistando nossa liberdade.
E o que eu mais temia, sua alforria,
foi também a nossa redenção.

Hoje bailamos ao vento.
O tempo é um rebento
que acaba de vir à luz.
E tu brotaste rainha,
a musa que me seduz.